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sábado, 5 de agosto de 2017

Historia

7 coisas sobre o Egito Antigo que ainda não foram explicadas

Poucas civilizações conhecidas pela humanidade carregam uma reputação de tanto mistério como a dos egípcios antigos. Ao longo dos vários séculos de pesquisas e estudos, conseguimos acumular muitas respostas sobre o Egito, mas ainda hoje, muitos mistérios comprovam que ainda há muito a aprender sobre esse povo.
Mesmo que arqueólogos, historiadores e outros especialistas continuem investigando as pirâmides e os mistérios do deserto, desconhecemos o destino de muitos reis e faraós, a importância de monumentos ou o relacionamento dos egípcios com outras civilizações da época.
Nós separamos algumas das maiores perguntas sogre os egípcios que ainda não tiveram resposta da ciência.

1 – Como Tutancâmon morreu?


O mais famoso faraó do Egito, Tutancâmon, morreu jovem de uma forma que até hoje ninguém consegue esclarecer, apesar de algumas suspeitas. Um grupo de pesquisadores britânicos se baseou em raios-x feitos em 1969 para afirmar que o faraó sofreu com enorme dano nas costelas e tinha uma perna quebrada. Com isso, a equipe concluiu que o jovem rei pode ter morrido após a colisão com uma carruagem.
De acordo com a National Geographic, existem outras possibilidades. O dano poderia ter sido causado por algum animal feroz, como um hipopótamo. Além disso, várias de suas costelas estão desaparecidas. Elas poderiam ter sido destruídas no acidente, mas também removidas por saqueadores da Segunda Guerra Mundial.

2 – Onde está o túmulo de Alexandre, o Grande?


A revista Archaeology Magazine publicou dois artigos assinados por Robert Bianchi, em 1993 e 1995, sobre a busca pelo túmulo de Alexandre, o Grande. No entanto, não deveria haver nenhum túmulo, já que o líder queria ser jogado no rio Eufrates depois de sua morte. Apesar do desejo, seus generais teriam decidido enterrá-lo em um lugar que ainda não foi revelado.
Ele teria sido colocado em Mênfis, no Egito, mas teria sido movido para um novo túmulo em Alexandria. Mais tarde, também em Alexandria, ele teria sindo transferido para um outro túmulo até que o local teria sido danificado, vandalizado ou saqueado, apagando quaisquer rastros do corpo de Alexandre.
Em 1993, o Conselho Supremo de Antiguidades reconheceu 140 buscas separadas pelo túmulo de Alexandre, mas nenhum deles foi capaz de encontrar o local definitivo do corpo depois da destruição do túmulo.

3 – Qual o nome original da Esfinge?


Por séculos, pouco se soube sobre a Esfinge, mas graças aos esforços de arqueólogos (em especial, Mark Lehner) foi possível descobrir novas informações. Já se sabe quem ordenou sua construção (Faraó Khafre), como ela foi construído e quanto tempo durou a obra, mas não muito mais que isso. Um dos maiores mistérios ainda hoje é o verdeiro nome da construção.
A palavra Esfinge veio do grego e ainda não existia quando os egípcios construíram o monumento, mas como esse povo não escrevia a própria história, não temos evidência de como ela era chamada. Outro mistério envolvendo o monumento é o seu simbolismo e propósito.

4 – O que aconteceu com a rainha Nefertiti?


Além de Cleópatra, Nefertiti é frequentemente reconhecida como uma das rainhas mais famosas do Egito. Por anos, ela governou ao lado do faraó Aquenáton, até que simplesmente desapareceu. De acordo com os registros históricos, não há informações sobre Nefertiti depois de 1336 AC, nem mesmo túmulos ou múmias.
Uma famosa teoria defende que ela se manteve no governo e mudou o nome para Neferneferuaten, enquanto outra defende que ela passou a se chamar Smenkhkare e se tornou faraó disfarçada de homem. Apesar disso, não existe nada que possa sustentar as teorias, além do surgimento dos nomes na história.
Em 2015, o governo do Egito anunciou que uma nova câmara havia sindo encontrada no túmulo de Tutancâmon, incluindo o que poderia ser a cripta de Nefertiti.

5 – Quantas câmaras existem na Grande Pirâmide de Gizé?


Por muito tempo, acreditava-se que havia três câmaras no interior da pirâmide: uma para o rei, uma para a rainha e uma grande galeria. Em outubro de 2016, pesquisadores utilizaram métodos de raio-x e termografia para descobrir evidências de duas possíveis novas câmaras, confirmando teorias anteriores.
Desde 1993, vários pequenos robôs foram colocados dentro da pirâmide e voltaram com imagens de túneis misteriosos que ninguém ainda tinha conhecimento. Apesar dos túneis parecerem inúteis, sugeriam que havia mais áreas misteriosas e desconhecidas no local. Ainda hoje, não sabemos quantas câmaras existem e quais seus verdadeiros propósitos.

6 – Quem era os Povos do Mar?


Os povos do mar são um suposto grupo de piratas e saqueadores que navegavam pelo Mediterrâneo e tinham o Egito como um dos principais alvos de seus ataques. Ainda que tenham sido grandes adversários dos egípcios, não ganharam mais do simples menções em pergaminhos e documentos daquele povo.
Governantes como Ramsés II mencionaram os Povos, mas não deram explicações sobre quem eram ou de onde vinham. Dependendo dos relatos, os Povos do Mar são apontados como aliados de diferentes nações, mas também como mercenários que se uniam para conquistar várias terras. Sem registros escritos, só podemos imaginar quem realmente eram esses Povos.

7 – Onde exatamente estava o Reino Perdido de Yam?


Em algum lugar do Egito, há mais de 4 mil anos, existia um misterioso reino chamado de Yam. Era uma terra de riquezas mencionada, por exemplo, em relatos no túmulo do tesoureiro Harkhuf. Mesmo com sua importância para a época, Yam se perdeu no tempo e arqueólogos e especialistas não fazem ideia de onde o reino ficava.
A maioria dos pesquisadores acredita que a região era acessível aos egípcios, ao sul ou ao oeste por meio do Nilo. Mas as mesmas inscrições encontradas no túmulo de Harkhuf dizem que a viagem de ida e volta até Yam demorava sete anos. Com base na velocidade dos animais utilizados na época, os especialistas acreditam que a viagem seria perigosa demais e não permitira a vida e segurança do viajante, deixando a localização precisa do reino ainda mais misteriosa.

 

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Cemiterio de ancestrais

Encontram na Nicarágua cemitério de 1.200 anos

Encontram na Nicarágua cemitério de 1.200 anos
Funcionários do Instituto Nicaraguense de Cultura (INC) trabalham no sitio arqueológico em Managua, , em 20 de junho de 2017
Um sítio arqueológico de 1.200 anos, com ossadas humanas e vasos de cerâmica, foi encontrado a oeste da capital nicaraguense, onde existia uma cemitério pré-colombiano, disseram nesta terça-feira os pesquisadores.
O sítio foi encontrado na área onde é construído o novo Estádio Nacional de Beisebol e contém vestígios de enterros, urnas funerárias de cerâmica e restos humanos, segundo especialistas citados pela emissora estatal Canal 6.
Uma ossada mostra o crânio com alguma dentição e extremidades, embora já não existam os restos correspondentes a mãos e pés.
Os materiais encontrados por operários que faziam as escavações para a instalação elétrica da iluminação do estádio “correspondem a um contexto funerário de 800 a 350 anos depois de Cristo”, explicou a diretora de Arqueologia do Instituto Nicaraguense de Cultura (INC), Ivonne Miranda.
Também encontraram objetos que datam do mesmo período nas cidades de Masaya e Granada (sudeste) e Rivas (sul), explicou.
“Isto permite compreender um pouco melhor como foi a dispersão destes materiais em um mesmo espaço de tempo […] e tentar resgatar a identidade cultura dos antigos povoados de Manágua”, comentou a especialista.
A descoberta arqueológica também “serve [para saber] como era o comportamento de nossas sociedades pré-hispânicas”, assinalou Miranda.
O estudo das urnas funerárias está a cargo do INC junto com o Centro Arqueológico de Documentação da Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua e da prefeitura de Managua.
As peças arqueológicas serão levadas para o Palácio Nacional da Cultura para a análise em laboratório, segundo Miranda.
O terreno onde foi encontrado este cemitério ficou desabitado durante muitos anos e ao seu redor está a Universidade de Engenharia e um condomínio de militares construído na década de 1990.

Educação


Wilton Cesar Leitão
Foto de 1923, do Grupo Escolar Isabel Maria das Neves, na Av. João Machado.
O Grupo Escolar Isabel Maria das Neves. Foi construído na nova Avenida João machado, que representava uma artéria de expansão da Cidade de João Pessoa no período. Teve sua inauguração em 16 de fevereiro de 1921. Obra do Arquiteto Italiano, Hermenegildo Di Lascio, Este foi o primeiro edifício que atendeu a todas as prescrições exigidas para construção de grupos escolares pelo Estado, divulgadas no Jornal O educador em 14 de novembro de 1921.
Este edifício não possui pátio central (o pátio descoberto ficava na parte posterior do lote), nem tem planta simétricas como os outros, apesar de apresentar simetria na sua fachada. Assim seu volume é menos compacto. Este foi o primeiro Grupo Escolar da cidade a apresentar alem do térreo um pavimento superior, dando-lhe um aspecto imponente. Além de ser solto dos limites de seu grande terreno, possui jardim amplo,
com arvores e parte posterior livre para recreio.
Foto do acervo da família Sturket, texto do trabalho de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo, da senhora Maria Goldfarb de Oliveira.

Antropologia

Primeiros humanos chegaram na América 10 mil anos antes do que pensávamos

Primeiros humanos chegaram na América 10 mil anos antes do que pensávamos

 

O momento em que os primeiros seres humanos chegaram na América (até onde sabemos) através do Estreito de Bering acaba de ser recuado em 10 mil anos.

Isto foi demonstrado sem sombra de dúvida por Ariane Burke, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Montreal (Canadá), junto de sua estudante de doutorado, Lauriane Bourgeon e de Thomas Higham, diretor adjunto da Unidade de Acelerador de Radiocarbonos da Universidade de Oxford (Reino Unido).
Os registros mais antigos da América do Norte datavam de 14 mil anos atrás, mas de acordo com a nova estimativa, os primeiros seres humanos já estavam aqui 10 mil anos antes disso (24 mil anos atrás), durante o último período glacial.
Os pesquisadores fizeram sua descoberta usando artefatos das cavernas Bluefish, localizada às margens do rio Bluefish, na fronteira do Alasca. O local foi escavado pelo arqueólogo Jacques Cing-Mars entre 1977 e 1987. Com base na datação por radiocarbono dos ossos de animais, o pesquisador levantou a ousada hipótese de que o assentamento humano na região datava de 30 mil anos atrás.
Na ausência de outros locais de idade similar, a hipótese Cing-Mars permaneceu controversa na comunidade científica. Além disso, não haviam evidências de que a presença de ossos de cavalos, mamutes e bisões nas cavernas de Bluefish tinham relação com a atividade humana.
Para tirar as dúvidas, Bourgeon examinou aproximadamente 36 mil fragmentos de ossos retirados do local e preservado no Museu Canadense de História. A análise revelou vestígios inegáveis da atividade humana em 15 ossos; cerca de outros 20 fragmentos mostraram prováveis vestígios do mesmo tipo de atividade.
“Séries de linhas retas em forma de V na superfície dos ossos foram feitas por ferramentas de pedra usadas para remover pele de animais”, disse Burke. “Indiscutivelmente, estas marcas de corte foram criadas por humanos. Nossa descoberta confirma as análises anteriores e demonstra que este é o mais antigo assentamento humano conhecido no Canadá.”
Bourgeon submeteu os ossos a datação de radiocarbono. O fragmento mais antigo, uma mandíbula de cavalo mostrando marcas de uma ferramenta de pedra aparentemente usada para remover a língua, foi datado como pertencente a um período entre 23.000 e 24.000 anos atrás.
Os resultados do doutorado de Lauriane Bourgeon foram publicados na edição de 06 de janeiro da PLoS One, sob o título “Earliest Human Presence in North America Dated to the Last Glacial Maximum: New Radiocarbon Dates from Bluefish Caves, Canada“. A publicação tem coautoria da professora Burke e do Dr. Thomas Higham, mencionado no início desta publicação.

Aprenda História


Aprenda História
A Tabuleta do dilúvio - Épico de Gilgamesh.
Museu Britânico de Londres.
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Essa é a Tabuleta do dilúvio, é assim chamada porque seu conteúdo trata de uma história muito semelhante à da Arca de Noé.
Feita há cerca de 2.600 anos, foi descoberta no norte do que é agora o Iraque moderno.
A escrita cuneiforme é uma da primeiras formas de escrita da humanidade.
Um assistente do museu, chamado George Smith, foi o primeiro que a traduziu em 1872.
Segundo contam, ao perceber que o conteúdo se assemelhava com o do texto da Arca de Noé, ele "saltou e correu pela sala em estado de excitação e, para o espanto dos presentes, começou a se despir.
Essa tabuleta fazia parte da famosa Biblioteca de Ashurbanipal - que era uma tentativa do rei neo-assírio de colecionar todo o conhecimento no mundo

Educação, conflitos religiosos e étnicos no sertão de São Paulo

Educação, conflitos religiosos e étnicos no sertão de São Paulo

Divergências entre protestantes e católicos estão na origem do povoado de Iepê e deixaram marcas na geografia da cidade

O vídeo acima resume, num tom conciliatória, a história da origem da cidade onde “nasci” (na verdade, nasci em Assis, porque em Iepê não tinha hospital em 1974). Ele me foi sugerido pelo pesquisador independente José Carlos Daltozo, que manteve o blog Postais do Mundo em Opera Mundi.

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Como toda história assim contada, podemos perceber nas entrelinhas os confrontos religiosos e étnicos que deram origem à cidade. Ela é muito interessante – começa com a disputa sobre a criação de uma escola – e deixou marcas bastante evidentes na geografia da cidade: a praça da matriz é presbiteriana, por exemplo, apesar de hoje ser uma cidade de imensa maioria católica.
Já pensei em fazer uma pesquisa mais detalhada sobre alguns episódios, como a história do cemitério (em que, se não me trai a memória, há momentos bem mais tensos, como o uso de porcos para violação de covas), mas não tive forças.

Para registro: lembro bem em 1986 que meu pai perguntou a minha avó em quem ela votaria para vereador – ela respondeu algo como “o Carlinhos da Bicicleta”, e meu pai brincou: “A senhora, votando em protestante…” Ela riu bastante, mas riu constrangida, e falou algo como: “Ah, Zeca, não tem mais isso, não”.
A minha família é católica, como se vê, e, no ramo iepeense, de camponeses italianos. Até onde pude compreender, os caboclos da região eram, grosso modo, os protestantes. Não sei se pela pobreza geral ou pela influência estética protestante, havia poucas imagens na casa de minha avó, inclusive de santos. Nas novenas, ela colocava uma vela na sala e um relicário no quarto, sempre discretamente.
Sobre índios aldeados ou semialdeados da cidade, praticamente nada sei. Mas a hoje cidade de Nantes era chamada, ainda na minha infância, de Coroados, que é o nome em português para os Kaingang – que não falam uma língua tupi, da qual teria saído o nome Iepê, mas uma língua do tronco Jê. A companhia de energia se chama Caiuá (Caiowá). Uma empregada da minha família, a Neuza, era de família indígena (acho que Kaingang, mas não tenho como provar) e contava história arrepiantes do mato pra gente.
Se alguém se aventurar em uma pesquisa sobre memória, identidade, conflitos religiosos ou étnicos, resistência indígena etc., acho que vai encontrar material muito interessante.

 

Castelos


Castelo Histórico
Poucas pessoas conhecem os heróis que se levantaram contra a Revolução Francesa em defesa da Igreja e da Monarquia, e tiveram como símbolo o Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja festa celebra-se no dia de hoje. Tal episódio foi apagado dos livros de História, até recentemente escondido e negado pelo governo francês: o máximo que é possível encontrar são algumas notas de rodapé, poucos sites na internet e só. É dever de todo católico estudar e se inspirar nos heróis que combateram os inimigos da Fé, por isso a página relembra este importante episódio: A Guerra da Vendeia, que também se estendeu à Bretanha, regiões francesas profundamente católicas.
Em 1790, o governo local foi abolido, seguido de um golpe contra a liberdade da Igreja: a Constituição Civil do Clero. O Estado passaria a controlá-la, tomou suas propriedades, todas as ordens foram suprimidas e milhares de religiosos e leigos foram cruelmente perseguidos. A maior parte dos sacerdotes da Vendeia se recusaram a ajoelhar-se perante o Estado revolucionário. O aumento de impostos em 1792 e a execução do rei em 1793 passaram a aumentar a justíssima indignação dos católicos dessa região. O estopim foi o fechamento de todas as igrejas e a proibição do culto público em março de 1793. Nobres possuíam capelas particulares, mas a maior parte da população não.
Soldados republicanos em Machecoul foram massacrados dias depois, e camponeses transformaram suas ferramentas de trabalho em armas de guerra em St. Florent-le-Viel, derrubando as tropas do governo (fortalecidas por canhões). Assim começava a Guerra. Muitos nobres locais aceitaram liderar os exércitos de camponeses, que lutaram de modo predominantemente guerrilheiro. Quatro grandes exércitos católicos e monarquistas se formaram, e no dia 19 de março ganharam uma grande batalha em Pont-Charrault. Com isso, munição, armamento, cavalos e até canhões foram capturados.
No dia 20 de março, os quatro exércitos se uniram e se autodenominaram "O grande exército católico da Vendeia" (a palavra "Real" foi adicionada mais tarde). As cidades controladas pelos republicanos começaram a cair, primeiro Bressuire em 2 de maio, Fontenay em 25 de maio, e os chegaram a Niort. No norte, Angers caiu no dia 18 de junho, e houve pânico em Paris. Tudo isso conquistaram sem treinamento nem armamento adequado: Eram simples homens do campo, que voltavam para as suas terras após as lutas; homens que defendiam aquilo que de mais caro possuíam e poderiam possuir: Sua Pátria, sua Fé, seu Rei (não apenas o rei francês, mas o Rei do Universo e Seu Sacratíssimo Coração)! Em 19 de julho de 1793, o conselho de governo dos rebeldes emitiu um decreto de sua intenção, "desejando, na medida do possível, restabelecer a religião católica e permitir que ela mais uma vez floresça".
Em termos comparativos, em Waterloo Napoleão possuía de 60 a 70 mil homens; os republicanos enviaram para a Vendeia um contingente de 115 mil homens. Na batalha de Cholet, no dia 17 de outubro, houve um revés decisivo na causa católica: três de seus generais, d'Elbée, Bonchamps e Lescure ficaram gravemente feridos, os dois últimos mortalmente. Iniciou-se então uma caçada contra os contrarrevolucionários remanescentes, que culminou com um massacre em Savenay no dia 23 de dezembro. Os que conseguiram voltar para suas terras viram o horror que "As Doze Colunas Infernais" dos republicanos haviam feito: um verdadeiro genocídio.
"Não deixem ninguém nem nada vivo". Tais eram as ordens dos soldados republicanos. Em janeiro, um reinado de terror começou em Nantes e Angers, onde houve assassinato em massa por afogamento no Loire, na guilhotina e fuzilamentos. O general Waterman (O Açougueiro) gabou-se na Convenção de Paris: "Não há Vendeia. Ela pereceu, com suas mulheres e crianças, sob a nossa espada da liberdade. Seguindo suas ordens, eu esmaguei as crianças sob os cascos dos nossos cavalos, e massacrei as mulheres - elas não darão mais criança alguma para esses rebeldes. Não tomei um só prisioneiro". Surgiram resistências posteriores, mas nenhuma obteve tanto sucesso quanto a primeira. Apesar de estar longe do ideal, a Igreja reconheceu certa liberdade sob Napoleão anos mais tarde e os sinos voltaram a tocar não só na Vendeia, mas em toda a França.
Que o esforço desses heróis, alguns conhecidos e milhares de anônimos, reanime nossa Fé e conceda à França o espírito que ela tanto necessita, bem como à Europa, para enfrentar os desafios causados pela secularização em grande parte iniciada e impulsionada pela famigerada Revolução que esses bravos católicos e monarquistas buscaram combater.
Cor Jesu sacratissimum, miserere nobis!
Vivat Christus Rex!
Na imagem, de cima para baixo e da esquerda para a direita, alguns líderes e figuras importantes do Exército Católico:
Jacques Cathelineau (1759-1793);
Maurice Gigost d'Elbée (1752-1794);
Charles-Melchior Arthus, Marquês de Bonchamps (1760-1793);
Jean-Nicolas Stofflet (1751-1796);
Henri du Vergier, conde de la Rochejaquelein (1772-1794);
François Athanase de Charette de la Contrie (1763-1796);
Pierre Guillemot (1759-1805);
Louis-Marie de Salgues, marquês de Lescure (1766-1793);
Antoine-Philippe de la Trémoille, príncipe de Talmont (1765-1794);
Jean Cottereau (1757-1794).

4 motivos científicos para começar a escrever mais

4 motivos científicos para começar a escrever mais

15/02/2017 - 11H02/ atualizado 11H0202 / por Redação Galileu
 (Foto: Reprodução/Tumblr/psychicdisco)
Não é à toa que tantas pessoas são entusiastas dos diários e agendas: escrever faz bem para a saúde. Separamos cinco estudos que mostram os diferentes efeitos da prática. Leia abaixo — e separe um bloquinho e caneta para começar suas anotações:
1 - Escrever pode literalmente te curar
Em pesquisa conduzida pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, um grupo de pessoas entre os 64 e 97 anos escreveu sobre seus problemas pessoasi durante três dias seguidos. Duas semanas depois, uma biópsia foi feita em seus braços e um acompanhamento foi feito durante 21 dias: 76% daqueles que escreveram sobre seus sentimentos já haviam se curado totalmente no 11º dia, em comparação com apenas 42% do grupo que não fez nada. Os pesquisadores acreditam que a prática ajuda a acalmar o indíviduo, reduzindo os hormônios ligados ao estresse no corpo, melhorando o sistema imunológico.
  (Foto: You Tube/RelaxingASMR)
2 - Escrever ajuda você a lidar melhor com seus problemas
Um estudo que acompanhou engenheiros em situação de desemprego mostrou que aqueles que escreviam sobre as dores do fracasso conseguiram achar um novo trabalho mais rapidamente. Após oito meses, em torno de 48% deles já estavam empregados em comparação com apenas 19% dos que não tinham esse hábito. Segundo a pesquisa, os profissionais relataram sentir menos raiva em relação ao chefe antigo, além de beberem muito menos.
  (Foto: YouTube/TerraDiASMR)
3 - Usar sua letra cursiva te ajuda a reter melhor a informação
Em um experimento realizado na Noruega, um grupo de adultos precisou aprender um novo alfabeto. Aqueles que aprenderam a nova língua a partir de escrita manual se saíram muito melhor do que aqueles que utilizaram um teclado. Os especialistas acreditam que isso acontece por causa do tempo e esforço dispensados na escrita manual, o que facilita a fixação da memória.
  (Foto: You Tube/RelaxingASMR)
4 -  Fazer uma lista de  coisas pelas quais você é grato pode melhorar sua qualidade de vida
Cinco frases simples, uma vez por semana. Essa é a receita para dormir melhor, ser mais otimista, ter menos problemas de saúde e até mesmo ter mais vontade de fazer exercícios físicos. É o que indica um estudo na Universidade da California. Os resultados não foram só observados pelos participantes, mas também por suas esposas e maridos, que notaram grande melhora na qualidade de vida dos parceiros.

Arqueólogos apresentam esqueleto de mulher encontrado no Instituto dos Pretos Novos

Equipe de Arqueólogos encontrou esqueleto de uma mulher em escavação em um dos poços de observação do Instituto de Pesquisa e Memória dos Pretos Novos (IPN). Batizada carinhosamente como Josefina Bakhita em homenagem a primeira santa africana da Igreja Católica, a jovem de aproximadamente 20 anos morta há dois séculos é o primeiro esqueleto encontrado inteiro no sítio arqueológico.
Foram sete meses de escavações coordenadas por Reinaldo Tavares, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em dois metros quadrados no território conhecido como Cemitério dos Pretos Novos. Na atual Rua Pedro Ernesto, escravos recém chegados da África que não resistiam à viagem eram jogados. Isso mesmo, jogados. Dispostos em uma pilha de corpos, em seguida eram queimados para evitar a propagação do cheiro dos cadáveres. E depois enterrados um em cima do outro. É o que os restos mortais encontrados confirmaram.
Esqueleto da jovem encontrado em poço de observação no IPN entrelaçado ao de outra pessoa mostra as condições de sepultamento dos pretos novos
Segundo a arqueóloga Andrea Lessa, além de indícios de carbonização dos ossos, o fato de terem encontrado uma mulher surpreende, já que apenas 9% dos negros trazidos em cativeiro para o Brasil eram do sexo feminino. “Não há padronização na disposição dos corpos. É como um mosaico, indicando que foram colocados ali simultaneamente sem proteção ou separação. Em cima de Bakhita, podemos ver a perna de outra pessoa e mais um crânio sem qualquer cuidado na hora do sepultamento. Se é que podemos chamar isso de sepultamento”, afirma Lessa.
Desde que descobriu o sítio arqueológico em janeiro de 1996 na casa vizinha a que mora até hoje, Merced Guimarães, diretora do IPN, luta pela proteção e divulgação da história. E desde então imaginava que haveria corpos mais bem conservados se escavassem mais a fundo. “Tinha um sentimento de que talvez mais abaixo encontraríamos. Em cima, vemos fragmentos de ossos. O que era uma suposição agora se confirma: os corpos mais antigos estão mais embaixo. Me comove e me incomoda. E é por isso que eu me envolvi na luta para não deixar essa história se perder”, explica.