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sábado, 5 de agosto de 2017

Castelos


Castelo Histórico
Poucas pessoas conhecem os heróis que se levantaram contra a Revolução Francesa em defesa da Igreja e da Monarquia, e tiveram como símbolo o Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja festa celebra-se no dia de hoje. Tal episódio foi apagado dos livros de História, até recentemente escondido e negado pelo governo francês: o máximo que é possível encontrar são algumas notas de rodapé, poucos sites na internet e só. É dever de todo católico estudar e se inspirar nos heróis que combateram os inimigos da Fé, por isso a página relembra este importante episódio: A Guerra da Vendeia, que também se estendeu à Bretanha, regiões francesas profundamente católicas.
Em 1790, o governo local foi abolido, seguido de um golpe contra a liberdade da Igreja: a Constituição Civil do Clero. O Estado passaria a controlá-la, tomou suas propriedades, todas as ordens foram suprimidas e milhares de religiosos e leigos foram cruelmente perseguidos. A maior parte dos sacerdotes da Vendeia se recusaram a ajoelhar-se perante o Estado revolucionário. O aumento de impostos em 1792 e a execução do rei em 1793 passaram a aumentar a justíssima indignação dos católicos dessa região. O estopim foi o fechamento de todas as igrejas e a proibição do culto público em março de 1793. Nobres possuíam capelas particulares, mas a maior parte da população não.
Soldados republicanos em Machecoul foram massacrados dias depois, e camponeses transformaram suas ferramentas de trabalho em armas de guerra em St. Florent-le-Viel, derrubando as tropas do governo (fortalecidas por canhões). Assim começava a Guerra. Muitos nobres locais aceitaram liderar os exércitos de camponeses, que lutaram de modo predominantemente guerrilheiro. Quatro grandes exércitos católicos e monarquistas se formaram, e no dia 19 de março ganharam uma grande batalha em Pont-Charrault. Com isso, munição, armamento, cavalos e até canhões foram capturados.
No dia 20 de março, os quatro exércitos se uniram e se autodenominaram "O grande exército católico da Vendeia" (a palavra "Real" foi adicionada mais tarde). As cidades controladas pelos republicanos começaram a cair, primeiro Bressuire em 2 de maio, Fontenay em 25 de maio, e os chegaram a Niort. No norte, Angers caiu no dia 18 de junho, e houve pânico em Paris. Tudo isso conquistaram sem treinamento nem armamento adequado: Eram simples homens do campo, que voltavam para as suas terras após as lutas; homens que defendiam aquilo que de mais caro possuíam e poderiam possuir: Sua Pátria, sua Fé, seu Rei (não apenas o rei francês, mas o Rei do Universo e Seu Sacratíssimo Coração)! Em 19 de julho de 1793, o conselho de governo dos rebeldes emitiu um decreto de sua intenção, "desejando, na medida do possível, restabelecer a religião católica e permitir que ela mais uma vez floresça".
Em termos comparativos, em Waterloo Napoleão possuía de 60 a 70 mil homens; os republicanos enviaram para a Vendeia um contingente de 115 mil homens. Na batalha de Cholet, no dia 17 de outubro, houve um revés decisivo na causa católica: três de seus generais, d'Elbée, Bonchamps e Lescure ficaram gravemente feridos, os dois últimos mortalmente. Iniciou-se então uma caçada contra os contrarrevolucionários remanescentes, que culminou com um massacre em Savenay no dia 23 de dezembro. Os que conseguiram voltar para suas terras viram o horror que "As Doze Colunas Infernais" dos republicanos haviam feito: um verdadeiro genocídio.
"Não deixem ninguém nem nada vivo". Tais eram as ordens dos soldados republicanos. Em janeiro, um reinado de terror começou em Nantes e Angers, onde houve assassinato em massa por afogamento no Loire, na guilhotina e fuzilamentos. O general Waterman (O Açougueiro) gabou-se na Convenção de Paris: "Não há Vendeia. Ela pereceu, com suas mulheres e crianças, sob a nossa espada da liberdade. Seguindo suas ordens, eu esmaguei as crianças sob os cascos dos nossos cavalos, e massacrei as mulheres - elas não darão mais criança alguma para esses rebeldes. Não tomei um só prisioneiro". Surgiram resistências posteriores, mas nenhuma obteve tanto sucesso quanto a primeira. Apesar de estar longe do ideal, a Igreja reconheceu certa liberdade sob Napoleão anos mais tarde e os sinos voltaram a tocar não só na Vendeia, mas em toda a França.
Que o esforço desses heróis, alguns conhecidos e milhares de anônimos, reanime nossa Fé e conceda à França o espírito que ela tanto necessita, bem como à Europa, para enfrentar os desafios causados pela secularização em grande parte iniciada e impulsionada pela famigerada Revolução que esses bravos católicos e monarquistas buscaram combater.
Cor Jesu sacratissimum, miserere nobis!
Vivat Christus Rex!
Na imagem, de cima para baixo e da esquerda para a direita, alguns líderes e figuras importantes do Exército Católico:
Jacques Cathelineau (1759-1793);
Maurice Gigost d'Elbée (1752-1794);
Charles-Melchior Arthus, Marquês de Bonchamps (1760-1793);
Jean-Nicolas Stofflet (1751-1796);
Henri du Vergier, conde de la Rochejaquelein (1772-1794);
François Athanase de Charette de la Contrie (1763-1796);
Pierre Guillemot (1759-1805);
Louis-Marie de Salgues, marquês de Lescure (1766-1793);
Antoine-Philippe de la Trémoille, príncipe de Talmont (1765-1794);
Jean Cottereau (1757-1794).

4 motivos científicos para começar a escrever mais

4 motivos científicos para começar a escrever mais

15/02/2017 - 11H02/ atualizado 11H0202 / por Redação Galileu
 (Foto: Reprodução/Tumblr/psychicdisco)
Não é à toa que tantas pessoas são entusiastas dos diários e agendas: escrever faz bem para a saúde. Separamos cinco estudos que mostram os diferentes efeitos da prática. Leia abaixo — e separe um bloquinho e caneta para começar suas anotações:
1 - Escrever pode literalmente te curar
Em pesquisa conduzida pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, um grupo de pessoas entre os 64 e 97 anos escreveu sobre seus problemas pessoasi durante três dias seguidos. Duas semanas depois, uma biópsia foi feita em seus braços e um acompanhamento foi feito durante 21 dias: 76% daqueles que escreveram sobre seus sentimentos já haviam se curado totalmente no 11º dia, em comparação com apenas 42% do grupo que não fez nada. Os pesquisadores acreditam que a prática ajuda a acalmar o indíviduo, reduzindo os hormônios ligados ao estresse no corpo, melhorando o sistema imunológico.
  (Foto: You Tube/RelaxingASMR)
2 - Escrever ajuda você a lidar melhor com seus problemas
Um estudo que acompanhou engenheiros em situação de desemprego mostrou que aqueles que escreviam sobre as dores do fracasso conseguiram achar um novo trabalho mais rapidamente. Após oito meses, em torno de 48% deles já estavam empregados em comparação com apenas 19% dos que não tinham esse hábito. Segundo a pesquisa, os profissionais relataram sentir menos raiva em relação ao chefe antigo, além de beberem muito menos.
  (Foto: YouTube/TerraDiASMR)
3 - Usar sua letra cursiva te ajuda a reter melhor a informação
Em um experimento realizado na Noruega, um grupo de adultos precisou aprender um novo alfabeto. Aqueles que aprenderam a nova língua a partir de escrita manual se saíram muito melhor do que aqueles que utilizaram um teclado. Os especialistas acreditam que isso acontece por causa do tempo e esforço dispensados na escrita manual, o que facilita a fixação da memória.
  (Foto: You Tube/RelaxingASMR)
4 -  Fazer uma lista de  coisas pelas quais você é grato pode melhorar sua qualidade de vida
Cinco frases simples, uma vez por semana. Essa é a receita para dormir melhor, ser mais otimista, ter menos problemas de saúde e até mesmo ter mais vontade de fazer exercícios físicos. É o que indica um estudo na Universidade da California. Os resultados não foram só observados pelos participantes, mas também por suas esposas e maridos, que notaram grande melhora na qualidade de vida dos parceiros.

Arqueólogos apresentam esqueleto de mulher encontrado no Instituto dos Pretos Novos

Equipe de Arqueólogos encontrou esqueleto de uma mulher em escavação em um dos poços de observação do Instituto de Pesquisa e Memória dos Pretos Novos (IPN). Batizada carinhosamente como Josefina Bakhita em homenagem a primeira santa africana da Igreja Católica, a jovem de aproximadamente 20 anos morta há dois séculos é o primeiro esqueleto encontrado inteiro no sítio arqueológico.
Foram sete meses de escavações coordenadas por Reinaldo Tavares, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em dois metros quadrados no território conhecido como Cemitério dos Pretos Novos. Na atual Rua Pedro Ernesto, escravos recém chegados da África que não resistiam à viagem eram jogados. Isso mesmo, jogados. Dispostos em uma pilha de corpos, em seguida eram queimados para evitar a propagação do cheiro dos cadáveres. E depois enterrados um em cima do outro. É o que os restos mortais encontrados confirmaram.
Esqueleto da jovem encontrado em poço de observação no IPN entrelaçado ao de outra pessoa mostra as condições de sepultamento dos pretos novos
Segundo a arqueóloga Andrea Lessa, além de indícios de carbonização dos ossos, o fato de terem encontrado uma mulher surpreende, já que apenas 9% dos negros trazidos em cativeiro para o Brasil eram do sexo feminino. “Não há padronização na disposição dos corpos. É como um mosaico, indicando que foram colocados ali simultaneamente sem proteção ou separação. Em cima de Bakhita, podemos ver a perna de outra pessoa e mais um crânio sem qualquer cuidado na hora do sepultamento. Se é que podemos chamar isso de sepultamento”, afirma Lessa.
Desde que descobriu o sítio arqueológico em janeiro de 1996 na casa vizinha a que mora até hoje, Merced Guimarães, diretora do IPN, luta pela proteção e divulgação da história. E desde então imaginava que haveria corpos mais bem conservados se escavassem mais a fundo. “Tinha um sentimento de que talvez mais abaixo encontraríamos. Em cima, vemos fragmentos de ossos. O que era uma suposição agora se confirma: os corpos mais antigos estão mais embaixo. Me comove e me incomoda. E é por isso que eu me envolvi na luta para não deixar essa história se perder”, explica.

 

Amuletos egípcios: significados dos símbolos e os seus usos

Quando pensamos em antiguidade egípcia de forma geral a palavra-chave principal é religião. De fato, os indivíduos que viveram sob a autoridade do rio Nilo — e os oásis mais próximos — eram extremamente religiosos e vinculavam parte do seu sucesso, mesmo que dependessem de muita força humana, a divindades, a forças sobrenaturais.
Contudo, pode-se dizer que existe um grande paralelo na religião egípcia onde por um lado ela era exercida pelo faraó e os sacerdotes, cercada pelo mistério e as relações de poder. Do outro, temos a população comum, impedida de adentrar na maioria dos espaços mais sagrados, tendo como alternativa realizar pequenos rituais ou se utilizar de amuletos para alcançar algum objetivo (ANDREWS, 1994).

Variedades de amuletos do Ashmolean Museum. ISBN 84-7838-737-4
Variedades de amuletos.
O amuleto, ou talismã, é um ornamento pessoal que graças ao seu formato, matéria-prima ou cor poderia dotar o seu portador de capacidades mágicas ou conceder proteção. Na antiguidade egípcia eles faziam parte do cotidiano tanto das pessoas comuns, como da nobreza e da realeza. Na tumba do faraó Tutankhamon, por exemplo, foram encontrados dezenas deles (TIRADRITTI, 1998; JAMES, 2005). A importância dada a estes objetos era tamanha que eles poderiam ser utilizados tanto em vida como no pós-morte. Ainda tinham aqueles que possuíam um uso unicamente funerário, como era o caso do Livro dos Mortos, que eram confeccionados unicamente para ser postos dentro da sepultura (ANDREWS, 1994).

Os amuletos egípcios foram o tema do vídeo especial do Arqueologia Egípcia em comemoração dos mais de 3.000 inscritos no canal. Assista para conhecer mais sobre o universo da religião egípcia.
Alguns tipos de amuletos
Vários foram os tipos de amuletos que prometiam algum tipo de proteção. Um exemplo é o já citado Livro dos Mortos, uma coletânea de fórmulas mágicas destinadas a proteção do falecido. Existiam também os decretos oraculares, que a partir do Terceiro Período Intermediário passaram a ser registrados em cilindros que eram utilizados ao redor do pescoço do interessado. Imagens de antepassados também poderiam assumir funções amuléticas. Gestantes e recém-nascidos tinham algumas opções de proteção devido ao grau de risco que sofriam: Um amuleto com a imagem da deusa Tauret poderia resguardar a grávida e determinadas vestimentas conferiam proteção na hora do parto. Imagens do deus Bés tinha como intenção guardar o recém-nascido e como proteção extra os pais tinham como opção amarrar um papiro com uma fórmula mágica prometendo a sobrevivência da criança ou adotar um vaso cerâmico para leite retratando a imagem de uma mulher amamentando (ANDREWS, 1994; TIRADRITTI, 1998; DAVID, 2011).

Vaso para leite. www.resignation.bg/gallery
Porém, apesar de sabermos a utilidade de uma série destes objetos, a maioria possui o uso ainda desconhecido ou confuso. Imaginem que são dezenas de amuletos com variadas formas — algumas das quais faziam sentido somente para os antigos egípcios, a exemplo do nefer (veja quadro a seguir) —, com imagens de animais que representavam diferentes divindades e mesmo retratando sincretismos. Abaixo vocês poderão conferir uma simples variedade destes objetos e seus respectivos usos:
Imagem Nome/Forma/Divindade Significado
  Ankh Vida.
  Wedjat Proteção, um amuleto que conferia saúde.
  Djed Estabilidade, permanência.
  Tyet Também chamado de “nó de Ísis”, era colocado no pescoço do morto para a sua proteção.
  Nefer Não se sabe a sua serventia. Provavelmente tem algo a ver com beleza ou perfeição.
  Tauret Amuletos com a forma desta deusa tinham a intenção de proteger as gestantes e promover um bom parto.
  Bés Amuletos com a forma deste deus tinham como objetivo proteger as crianças e afastar os maus sonhos.
  Tartarugas Afastar o mal através da intimidação.
  Relacionados com a deusa Hequet, conferiam a fertilidade e renascimento.
  Ib O coração do falecido. Conferia eternidade.
  Kheper (escaravelho)

 

arqueologistas descobrem linguagem perdida
A evidência de uma língua antiga esquecida que remonta a mais de 2.500 anos, até o tempo do Império Assírio, foi encontrada por arqueólogos que trabalhavam na Turquia.

    
Se a teoria que os falantes desta língua vieram do Irã ocidental está correta, então existe o potencial aqui para completar a imagem do primeiro império multiétnico do mundo.
    
John MacGinnis
Os pesquisadores que trabalham em Ziyaret Tepe, o local provável da antiga cidade assíria de Tušhan, acreditam que a língua pode ter sido falada por deportados originalmente da região de Zagros, na fronteira com o Irã e o Iraque modernos.
De acordo com uma política amplamente praticada em todo o Império assírio, essas pessoas podem ter sido deslocadas à força de sua terra natal e reassentadas no que é agora o sudeste da Turquia, onde eles teriam começado a construir a nova cidade fronteiriça e cultivar o seu interior .
A evidência do idioma que eles falam vem de um único comprimido de argila, que foi preservado depois que foi cozido em um incêndio que destruiu o palácio em Tušhan em algum ponto em torno do final do século VIII aC. Inscrito com personagens cuneiformes, o tablet é essencialmente uma lista dos nomes das mulheres que estavam ligadas ao palácio e à administração assíria local.
Escrevendo na nova edição do Journal Of Near Eastern Studies, o Dr. John MacGinnis, do McDonald Institute for Archaeological Research, da Universidade de Cambridge, explica como a natureza desses nomes despertou o interesse dos pesquisadores.
"Em total, cerca de 60 nomes são preservados", disse MacGinnis. "Um ou dois são assíricos e alguns mais podem pertencer a outras línguas conhecidas do período, como Luwian ou Hurrian, mas a grande maioria pertence a uma linguagem anteriormente não identificada".
"Se a teoria que os falantes desta língua vieram do Irã ocidental está correta, então existe o potencial aqui para completar a imagem do primeiro império multiétnico do mundo. Sabemos por textos existentes que os assírios conquistaram pessoas dessa região. Agora sabemos que há outra língua, talvez da mesma área, e talvez mais evidências de sua existência à espera de serem descobertas ".
Ziyaret Tepe está no rio Tigris no sudeste da Turquia e tem sido objeto de extensas escavações arqueológicas desde 1997. Trabalhos recentes revelaram evidências de que provavelmente era o local da cidade fronteiriça asiria de Tušhan. Em particular, pensa-se que os restos de um edifício monumental escavados no local são os do palácio do governador, construído pelo rei assírio Ashurnasirpal II (883 - 859 AEC).
O comprimido foi encontrado no que poderia ter sido a sala do trono do palácio pelo Dr. Dirk Wicke, da Universidade de Mainz, trabalhando como parte de uma equipe liderada pelo professor Timothy Matney, da Universidade de Akron, Ohio. Quando uma conflagração destruiu o palácio, talvez ao redor do ano 700 AEC, o comprimido foi assado e muito do seu conteúdo no lado oposto preservado.
MacGinnis recebeu a tarefa de decifrar o tablet e identificou um total de 144 nomes, dos quais 59 ainda podem ser elaborados. Sua análise descarta sistematicamente não apenas linguagens comuns dentro do Império Assírio, mas também outras línguas da época - incluindo egípcio, elamita, urartiano ou semítico ocidental. Mesmo no seu mais generoso, sua avaliação sugere que apenas 15 dos nomes legíveis pertencem a um idioma anteriormente conhecido pelos historiadores.
O relatório também postula várias teorias sobre a origem dessa linguagem misteriosa. Uma noção é que pode ser Shubrian - a língua indígena falada na área de Tušhan antes dos assírios chegarem. Tanto quanto os historiadores sabem, Shubrian nunca foi escrito. Além disso, acredita-se que tenha sido um dialeto de Hurrian, que é conhecido e não parece ter semelhança com a maioria dos nomes no tablet.
Outra teoria é que foi o idioma falado pelo Mushki - um povo que estava migrando para a Anatólia Oriental em torno do tempo que o comprimido foi feito. Essa idéia parece menos plausível, no entanto, como para aparecer na lista da administração assíria, essas pessoas teriam se infiltrado no Império ou foram capturadas, e os historiadores não têm provas de nenhum deles.
Mais convincente é a teoria de que o idioma em questão pode ter sido falado por um povo de outro lugar no Império Assírio que foi movido à força pela administração.
Esta foi uma prática padrão para sucessivos reis assírios, particularmente depois que o Império começou a se expandir durante o século IX. "Foi uma abordagem que os ajudou a consolidar o poder, quebrando o controle da elite dominante em áreas recém-conquistadas", disse MacGinnis. "Se as pessoas fossem deportadas para um novo local, elas dependiam inteiramente da administração assíria para o seu bem-estar".
Embora os historiadores já saibam que as montanhas de Zagros estavam em uma região invadida e anexada pelos assírios, permanece, até o momento, a única área sob ocupação assíria

Os 10 museus mais estranhos do mundo

É possível encontrar desde corpos mumificados até coleções de pênis conservados em formol, privadas ou marionetes

 

O Museu Subaquático de Arte fica em Cancún, no México (MUSA/Divulgação)
São Paulo – Nem só de belíssimas pinturas, esculturas e projetos arquitetônicos pode viver um museu. Pelo mundo afora, há espaços dedicados a coleções raras, também muito estranhas e curiosas. É o caso destes dez museus selecionados pela National Geographic, onde é possível encontrar desde corpos mumificados ou uma coleção de pênis conservados em formol, privadas e marionetes
empresas

1. Plastinarium – Guben, Alemanha

24 jun 2017, 07h55
São Paulo – Nem só de belíssimas pinturas, esculturas e projetos arquitetônicos pode viver um museu. Pelo mundo afora, há espaços dedicados a coleções raras, também muito estranhas e curiosas. É o caso destes dez museus selecionados pela National Geographic, onde é possível encontrar desde corpos mumificados ou uma coleção de pênis conservados em formol, privadas e marionetes. Confira:
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1. Plastinarium – Guben, Alemanha

Após passar 39 anos estudando medicina, dissecção e química, o alemão Gunther von Hagens desenvolveu o método de preservação de corpos chamado plastinação, que consiste na retirada de água e lipídios do corpo humano ao aplicar polímeros sintéticos no local, o que evita que haja a decomposição dos tecidos. No Museu Plastinarium, localizado na cidade de Guben, na Alemanha, os visitantes aprendem sobre esse processo criado em 1977 e podem ver diversos corpos animais e humanos plastinados em poses curiosas.

2. Museu Momofuku Ando Instant Ramen – Osaka, Japão

Em 1958, o japonês Momofuku Ando criou as primeiras fórmulas de macarrão instantâneo do mundo, o “Chicken Ramen”. O sucesso foi tanto que, os cupnoodles e macarrões instantâneos representam a cultura alimentar japonesa mundo afora e ganharam um museu. Chamado Momofuku Ando Instant Ramen Museum, o espaço mostra aos visitantes os diversos pacotes de macarrão instantâneo que existem pelo mundo, que também podem experimentar edições limitadas da marca Hokkaido and Tohoku e até criar sua própria embalagem na My CUPNOODLES Factory.

3. Museu do Sexo – Nova York, Estados Unidos

Um lugar sem pudores para ver todo tipo de arte e artigos históricos sobre sexo. Instalado na famosa Quinta Avenida, o espaço já abrigou exposições sobre o coito de animais e pornografia na internet. São mais de 15 mil itens expostos, entre obras de arte, figurinos, fotografia e registros históricos que criam um discurso aberto sobre sexo e sexualidade – tanto de humanos, quanto de animais. É possível saltar em uma espécie pula-pula em formato de seios infláveis (!) ou contemplar uma série de fotografias eróticas vintage.

4. Museu do Espião – Washington, Estados Unidos

Mini câmeras, dinheiro falsificado, armas disfarçadas e máquinas de cifra… Neste museu, os visitantes podem ver detalhes de mais de 200 artefatos usados por agentes da CIA e do FBI. Além disso, algumas seções exclusivas do museu só podem ser exploradas por meio de técnicas de espionagem, aprendidas em workshops, como um verdadeiro James Bond.

5. Museu das Múmias – Guanajuato, México

Na pequenina cidade de Guanajuato, centenas de corpos foram enterrados nas criptas do panteão de Santa Paula em meados do século XIX. Se as famílias não conseguissem pagar os impostos funerários de seus entes queridos, teriam de abrir mão dos corpos para serem exumados. Ao desenterrarem os corpos, foi descoberto que eles estavam mumificados através de um processo natural, provavelmente por fatores climáticos da região. Agora, esses cadáveres, incluindo os de crianças, são itens de exposição do Museo de Las Momias, ou Museu das Múmias de Guanajuato. Macabro, não?

6. Museu Subaquático de Arte – Cancún, México

Uma das cidades mais turísticas da América Central, Cancun ganhou em 2009 um museu imerso nas águas azuladas de suas praias paradisíacas. Trata-se do Museo Subacuático de Arte (MUSA), que reúne mais de 500 esculturas em tamanho real fixadas no fundo do mar. As artes oceânicas, que retratam construções, carros, pessoas, animais e objetos, funcionam como um recife artificial feito especialmente para promover o crescimento de corais da região. Os visitantes podem explorar o museu a bordo de um barco com fundo de vidro, por mergulho ou snorkeling.

7. Museu Fálico da Islândia – Reykjavik, Islândia

Além do Museu do Sexo, há outro, na Islândia, dedicado apenas às partes íntimas masculinas. São 215 exemplares de espécies de animais, conservados em formol e dispostos em recipientes de vidro. O museu também exibe amostras de pênis de diversas espécies que estão ameaçadas ou extintas em águas islandesas e em outras partes do mundo, como monstros marinhos, baleias e focas. O fundador do museu, Sigurður Hjartarson, desenvolveu um fascínio pelo estudo fálico ainda criança ao receber um pizzle (pênis de touro), instrumento usado como um chicote para animais de fazenda. Em 1974, começou a colecionar pênis de baleia e abriu o museu em 1990, depois de acumular uma coleção significativa.

8. Sulabh Museu Internacional de Privadas – Nova Delhi, Índia

Localizado na capital da Índia, o museu detalha a história da higiene e saneamento de 2500 a.C. até hoje. Aberta por Bindeshwar Pathak em 1970, a Fundação Sulabh reúne mais de 50 mil voluntários dedicados a difundir o uso de vasos sanitários pela Índia. A organização sem fins lucrativos tem esse espaço que mostra um modelo de banheiro público pago que conta com banheira, lavanderia e mictório e é utilizado por cerca de 10 milhões de pessoas diariamente em todo o país, além de banheiros banhados a ouro dos imperadores romanos e uma coleção de raros poemas de toaletes.

9. Museu da Tortura – Amsterdam, Holanda

O museu convida os visitantes a conhecerem a história obscura da Europa em tempos que a tortura e execuções eram comuns e aceitas pelas leis. Entre os mais de 40 instrumentos de tortura expostos com tutoriais que explicam cada uma das histórias e seu uso na sociedade, há uma cadeira da inquisição coberta de espinhos e espadas que eram usadas para decapitação. O espaço também educa estudantes sobre as torturas que ainda são praticadas até hoje em quase cem países mundo afora

10. Museu de Marionetes Vent Haven – Fort Mitchell, Estados Unidos

Instalado no estado de Kentucky, o museu é o único desta modalidade no mundo e foi iniciado por William Shakespeare Berger, em 1910, quando comprou seu primeiro boneco de marionete: Tommy Baloney. Em 1947, ele teve que reformar sua garagem para guardar sua enorme coleção e em 1962, precisou construir um segundo espaço. Hoje, o museu conta com mais de 800 bonecos, livros históricos, fotos e playbills. O museu também abriga o ConVENTion, um evento anual de ventríloquos que atrai profissionais e entusiastas da área do mundo inteiro.

Ouça a língua falada pelos nossos ancestrais há 6.000 anos 


Linguistas reconstruíram recentemente uma linguagem falada a 6.000 anos atrás, chamada de proto-indo-europeu. Eles criaram uma simulação de como poderia soar a fala dos povos que viveram há 6.000 anos.

Esta linguagem foi a precursora de muitos idiomas europeus e asiáticos, e agora você terá a experiência de ouvi-la e conhecer um pouco mais sobre o nosso remoto passado.

Ancestral humano

Em uma revista de Arqueologia, o linguista Andrew Byrd faz uma leitura dramática de uma história usando apenas um antigo vocabulário que existiu há 6.000 anos.

Sim, isso quer dizer que a tal linguagem que estava perdida na história é mais antiga do que as pirâmides!




A linguagem Proto-indo-europeu (PIE) foi falada por um povo que viveu entre 4.500 a 2.500 aC.

Eles deixaram escritas, mas os especialista queriam saber como soava esse idioma. Em 1868, o linguista alemão August Schleicher usou um vocabulário proto-indo-europeu e reconstruiu uma fábula chamada de " As ovelhas e os cavalos "..

Os linguistas têm descoberto cada vez mais sobre a PIE, e essa experiência sonora da fábula é atualizada periodicamente para refletir a compreensão mais atual de como essa língua extinta teria soado há 6.000 anos.

Ouça:



Tradução:

“Uma ovelha que não tinha lã viu cavalos, um deles puxando uma carroça pesada, outro carregando uma carga pesada e um carregando um homem com rapidez. A ovelha disse para os cavalos: - ‘ meu coração se parte vendo um homem guiando cavalos’. Os cavalos responderam: - ‘Preste atenção ovelha, nossos corações se partem quando vemos isto: um homem, o mestre, faz da lã da ovelha uma roupa quente para si. E a ovelha fica sem lã’. Ouvindo isto, a ovelha fugiu pelo campo”

 

O idioma “brasileiro” e as raízes indígenas

Existem mais de dez mil vocábulos do tupi no português falado no Brasil
Ouvi algumas vezes pessoas simples dizendo que o idioma que nós falamos é brasileiro. E sempre tem quem corrija, que falamos português.
Mas será que não podemos afirmar que o que falamos é brasileiro? Certo, nossa língua oficial é o português, mas temos palavras que os portugueses não conhecem.
Conto sempre a história de uma vez que estive no norte de Portugal, vi uma vaca pastando e uma menina cuidando dela.
“A vaca comendo capim”, pensei… “Mas capim não é palavra portuguesa é tupi, significa folha estreita. Será que é usada em Portugal?”.
Perguntei à menina o que a vaca estava comendo e ela respondeu que era relva. Não conhecia a palavra capim.
Hoje talvez, por causa das novelas exportadas daqui para lá, os portugueses conheçam muitas das palavras exclusivas do brasileiro, que não existiam lá. São de origem tupi, do nosso falar brasileiro.
Existem mais de dez mil vocábulos do tupi no português falado no Brasil.
Vou citar só duas palavras, que acho divertidas e curiosas.
Quando você está sem dinheiro diz que está na pindaíba?
Pois é. Pindá, em tupi, é anzol. E iba é ruim. Então, pindaíba significa anzol ruim. Para povos que viviam basicamente da pesca, ter um anzol ruim era um grande problema; quem tinha, passava fome, não é?
Herdamos dos índios essa palavra, a pindaíba tão presente na nossa vida.
E jabá, sabe o que é? Vão responder que é carne seca. Sim… jabá tem hoje esse sentido. Mas seu significado original é outro.
Jabá, em tupi, é fuga, fugir, fugitivo… Quando os portugueses escravizavam índios, eles fugiam, mas durante a fuga, batia a fome e eles não podiam parar pra caçar, porque seriam pegos pelos perseguidores.
Então levavam carne seca, que passou a ser conhecida como carne para fugir. Daí jabá passou a significar carne seca.
Uma curiosidade: em São Paulo tem um bairro chamado Jabaquara e em Santos tem outro. Mas poucos dos seus moradores sabem o que esse nome significa.
Quara significa toca, esconderijo, moradia. Então, Jabaquara é esconderijo dos fugitivos, quer dizer, o mesmo que quilombo.
Enfim, nestes tempos em que estamos na pindaíba, mas querem piorar mais ainda, acabando com direitos dos trabalhadores, se bobear, volta o regime de escravidão. Talvez tenhamos que fugir para um esconderijo tipo Jabaquara.
Mas acho melhor a gente se inspirar numa cobra para encarar os tempos que vêm aí. É caninana. Sabe o que significa isso em tupi? É “a que briga em pé”. Sigamos o exemplo da caninana!

 

5 descobertas arqueológicas que mudaram o que se sabe sobre a história

5 descobertas arqueológicas que mudaram o que se sabe sobre a história

 Em seu trabalho, arqueólogos precisam ser meticulosos e pacientes. As descobertas arqueológicas costumam nos dar um vislumbre de como era a vida dos nossos ancestrais. Tudo, desde a comida até a linguagem e tecnologia, nos ajudam a entender sua influência no nosso presente.

Toda descoberta do tipo é importante na evolução do ser humano e da sociedade. Veja algumas das das mais relevantes e impactantes descobertas arqueológicas da história.
Cidade de Pompeia, na Itália
No ano 79, a cidade de Pompeia, junto de Herculano e Estábia, foram destruídas em uma violenta erupção vulcânica do Monte Vesúvio. A erupção soterrou a cidade, matando todos os seus habitantes, além de ter enterrado tudo com cinzas vulcânicas a uma profundidade entre 4 e 6 metros. A localização esteve desconhecida por mais de 1500 anos, até que foi encontrada em 1599. Uma redescoberta completa aconteceu em 1748.
Túmulo de Tutancâmon, no Egito
Tutancâmon assumiu o trono com 9 anos. Durante seu reinado, ele reverteu várias mudanças que haviam sido feitas pelo seu pai. O faraó morreu aos 19 anos de causas ainda desconhecidas. O arqueólogo inglês Howard Carter descobriu o túmulo em 1922, depois de estar com sua localização desconhecida por cerca de 3 mil anos. Seu túmulo é o mais completo túmulo real egípcio já encontrado.
Pedra de Roseta
A Pedra de Roseta é um decreto egípcio do ano de 196 a.C que tornava o rei Ptolemeu V um deus. A pedra conta com o mesmo texto em egípcio antigo, demótico e grego antigo. A descoberta – feita por soldados franceses em 1799 – foi crucial para a interpretação de hieróglifos egípcios. Desde 1802, a pedra está em um museu de Londres.
Exército de terracota, na China
O exército de terracota é uma coleção de esculturas em terracota feitas em tamanho real, retratando os exércitos de Qin Shi Huang, o primeiro imperador da China. É uma forma de arte funerária que foi enterrada com o imperador em algum momento entre 210-209 aC, tendo o propósito de proteger o imperador em sua vida após a morte. Os tesouros de sua morte foram encontrados em 1974 por um grupo de agricultores. O exército é composto de mais de 6.000 esculturas, incluindo soldados, cavalos, carros e arqueiros. Cada um deles tem características faciais únicas e são alinhados com base na função.
Túmulo do rei Ricardo III, o último rei inglês a morrer em batalha
O reinado de Ricardo III é conhecido por ser um dos mais turbulentos da história. Ele foi responsável pelos assassinatos de seus sobrinhos e vários outros dissidentes durante seus dois anos de reinado. Por fim, o rei foi morto na Batalha de Bosworth Field em 22 de agosto de 1485. Uma equipe de arqueólogos descobriu seu corpo – com cicatrizes de batalha no crânio – em um estacionamento em 2012.

Os 10 melhores museus do mundo

Os 10 melhores museus do mundo


O prêmio Travellers’ Choice, da TripAdivisor, é concedido a instituições, hotéis, roteiros e pontos turísticos melhor avaliados pelos viajantes. Na última edição da premiação, correspondente aos feedbacks de 2016, dez museus se destacaram. Não há nenhum brasileiro na lista, no entanto grande parte dos colocados está localizada no continente Americano. Ganharam destaque o Museu Metropolitano de Arte, em Nova York, que ficou na primeira colocação; o também estadunidense Instituto de Artes de Chicago, em segundo; e o Museu Nacional de Antropologia, localizado na Cidade do México, que ocupa o 5º lugar do ranking. Já do outro lado do Atlântico, o Museu Hermitage e Palácio de Inverno, de São Petersburgo, o Musée d’Orsay, em Paris, e o Museu do Prado, em Madri, foram os que mais agradaram aos visitantes. Eles ocupam o 3º, 4º e 7º lugares na lista, respectivamente.
O Museu do Vasa é o que recebe o maior número de visitas em toda a Escandinávia. Ele possui esse nome porque abriga uma embarcação homônima. Trata-se do único navio de guerra do século 7 existente no mundo, que possui 95% do casco original preservado e é ornamentado com centenas de esculturas talhadas. Além da exibição da embarcação, também é possível conferir nove exposições no museu, todas elas relacionadas à temática