Pirâmides misteriosas de Yonaguni podem revelar mistério histórico surpreendente
Yonaguni-jima
é a ilha mais ocidental do Japão, conta com uma área de pouco mais de
28 quilômetros quadrados e população de 1.745 pessoas. Seu
ponto mais alto tem 26 metros, e a distância de leste a oeste da ilha é
de 200 metros, e cerca de 140 metros de distância entre norte e sul. As
ruínas Yonaguni foram descobertas por um mergulhador japonês chamado
Kihachiro Aratake, em 1986, quando ele realizou um mergulho de 25 metros
abaixou do mar. O
professor de geologia TeruakiIshii, da Universidade de Tóquio, acredita
que essas pirâmides e ruínas tenham em torno de 5 a 8 mil anos de
idade, quando foram submersas na última era glacial, há cerca de 10 mil
anos atrás. Isso faz com que as Pirâmides de Yonaguni sejam mais antigas do que as do Egito.
Mas,
uma lenda local sugere que as ruínas e pirâmides de Yonaguni
pertenceram ao continente perdido de Mu, que assim como Atlântida, é
considerado um continente lendário que entrou em colapso após um
cataclismo, em torno de 2 a 4 mil anos atrás.
A
descoberta deste local submerso pode mudar a História como conhecemos,
pois propõe fortes indícios que no leste da Ásia, já existia uma
civilização antiga e avançada antes de outras civilizações serem
descobertas. As ruínas de Yonaguni também são conhecidas como “Cidade Perdida” ou “Atlântida Japonesa”. Confira este documentário que mostra como a descoberta foi feita.
A história da escrita é marcada por diversas transformações ao longo do tempo. Iniciou-se há mais de cinco mil anos, na antiga Mesopotâmia.
A história da escrita é marcada por diversas transformações ao longo do tempo. Ela se iniciou por volta de 3200 a.C., quando os sumérios desenvolveram o primeiro sistema de escrita fonético largamente utilizado, a escrita cuneiforme. Esse sistema foi usado por diversos povos e por mais de dois milênios.
Os fenícios, povo que vivia na região do Levante, no atual Líbano e Síria, desenvolveu o primeiro alfabeto, utilizado principalmente nos registros das suas relações comerciais no Mediterrâneo. O alfabeto fenício foi adotado e aperfeiçoado por diversos povos, como gregos, etruscos e romanos.
No Oriente, na China, a escrita também foi criada de forma autônoma, aparentemente sem influência de outros povos. A escrita chinesa evoluiu de uma escrita pictográfica utilizada em rituais de adivinhação para os atuais caracteres chineses que ainda são utilizados na China e em outros países do Oriente. Na América Central, a escrita também se desenvolveu e foi utilizada por diversas civilizações, entre elas os maias.
A história da escrita é marcada por diversas transformações ao longo do tempo.
Tem milhares de anos e contou com a contribuição de diversos povos.
A escrita se desenvolveu de forma independente em três lugares diferentes, Mesopotâmia, China e Mesoamérica.
O desenvolvimento do comércio e da administração estatal foi responsável pela origem da escrita.
A escrita cuneiforme é considerada a primeira forma de escrita fonética, ou seja, em que os caracteres representam sons.
Os caracteres em cuneiforme eram feitos com um instrumento pontiagudo em uma tábua de argila que era assada em um forno.
A escrita hieroglífica se desenvolveu no Egito na mesma época quando a escrita cuneiforme se desenvolvia na Mesopotâmia.
Na China, a escrita surgiu durante a Dinastia Shang, e, durante o período dos reinos combatentes, foi desenvolvido o sistema de escrita que evoluiu até o utilizado atualmente na China e em boa parte do Oriente.
Na América Central, os olmecas utilizavam uma forma de escrita pictográfica que seria aperfeiçoada por outras civilizações.
A evolução da escrita tem sido um longo processo, iniciado ainda na Pré-História e que perdura.
Os tipos de escrita são: pictogramas, escrita cuneiforme, escrita hieroglífica, escrita chinesa, glifos da América Central, e alfabeto.
A escrita aumentou a capacidade humana de guardar informações. Além disso, as leis passaram a ser registradas e se tornaram públicas, ampliando a cidadania.
Qual a história da escrita?
→ Escrita na Mesopotâmia
Pelos vestígios arqueológicos descobertos até hoje, a escrita cuneiforme, desenvolvida por volta de 3200 a.C., pelos sumérios, é considerada a primeira forma de escrita. No entanto, o processo que levou à escrita cuneiforme começou muito antes, por volta de 8000 a.C., ainda na Pré-História.
Até o terceiro milênio antes de Cristo, a escrita mesopotâmica registrava apenas atividades econômicas, como controle da produção, dos impostos pagos ao Estado ou dos recursos necessários para um exército, por exemplo.
Tablete de argila em escrita cuneiforme atualmente exposto no Museu de Ancara, na Turquia.[1]
Foram os sumérios que desenvolveram sinais silábicos fonéticos, símbolos para números e a abstração, revolucionando a escrita. A escrita cuneiforme foi adotada por diversos povos, de diferentes línguas, e continuou sendo utilizada para o comércio na região até ser substituída pelo alfabeto.
A escrita cuneiforme possibilitou que mais pessoas fossem alfabetizadas e que mais informações fossem registradas e transmitidas. História de reis, de guerras, de mitos, receitas, cantos e uma infinidade de novas informações passaram a ser registradas em tabletes de argila. A Epopeia de Gilgamesh, considerada por muitos a primeira obra de literatura, foi escrita por volta de 2000 a.C.
A escrita cuneiforme, embora revolucionária, tinha limitações, como o elevado número de caracteres utilizados, cerca de dois mil. A grande inovação dela foi a utilização de caracteres fonéticos, emulando a linguagem falada. Podemos afirmar que a escrita cuneiforme mudou a escrita do campo visual para o auditivo.
→ Escrita no Egito Antigo
No Egito Antigo, os registros mais antigos de hieróglifos estão relacionados ao Rei Escorpião. Ele recebeu esse nome justamente pelo fato de o único artefato representando-o ter uma figura de escorpião ao seu lado, assim como a figura de flor. Esses símbolos são considerados os mais antigos hieróglifos descobertos, embora não mostrassem um sistema de escrita complexo. Vale lembrar que o Rei Escorpião governou o Egito por volta do ano 3200 a.C.
Existiam basicamente quatro tipos de hieróglifos, os mais antigos deles eram pictogramas, imagens que representavam diretamente aquilo que era desenhado. Por exemplo, uma boca representava uma boca e uma perna representava uma perna.
Também existiam hieróglifos que faziam o papel de ideogramas, um hieróglifo que podia representar um verbo, como “comer” ou “correr”. Na nossa civilização, por exemplo, o desenho de um coração pode representar o amor ou o verbo amar.
Também existiam hieróglifos que representavam fonogramas, ou seja, sons. Quando combinados, esses fonogramas formavam palavras. Se fosse em língua portuguesa, os hieróglifos de um pé (lido como pé) e de um Sol (lido como dia) formariam a palavra “pé + dia”, relacionada ao verbo “pedir”. Foi justamente a presença de hieróglifos que representam fonogramas que dificultou o trabalho de muitas pessoas que tentaram decifrar os hieróglifos.
O último tipo de hieróglifo são os chamados determinantes. Os determinantes eram utilizados ao lado de outros hieróglifos para indicar qual o seu real significado. O som dos hieróglifos determinantes não era falado, mas ele indicava o significado de outro hieróglifo, quando este podia ter mais de uma interpretação. O hieróglifo de uma perna, por exemplo, poderia significar “perna” ou “caminhar”; um hieróglifo determinante era utilizado ao lado do hieróglifo da perna para indicar seu significado correto.
Os hieróglifos eram utilizados principalmente em locais sagrados, como templos, mastabas, pirâmides, entre outros. A maior parte dos egiptólogos acredita que isso ocorria porque os hieróglifos eram considerados a escrita dos deuses e do pós-vida. Saiba mais detalhes sobre a escrita do Egito Antigo clicando aqui.
→ Escrita na Roma Antiga
Os romanos ficaram conhecidos pelo grande império que construíram e por como se apropriavam de tecnologias de povos conquistados; muitas vezes, aperfeiçoando-as.
O alfabeto foi uma tecnologia que os romanos aprenderam com outros povos que viveram na Península Itálica, como gregos e etruscos. Podemos considerar o alfabeto latino, criado pelos romanos por volta do século VII a.C., como uma adaptação do alfabeto etrusco, que, por sua vez, foi construído sobre o alfabeto grego. O alfabeto latino é o alfabeto utilizado hoje na maior parte do mundo, inclusive no Brasil.
A escrita foi largamente utilizada em Roma, primeiramente pelo Estado. As leis romanas foram escritas, a mais famosa delas foi a Lei das Doze Tábuas, escritas em 12 tábuas e afixadas na fachada do Fórum para que todos os cidadãos tivessem acesso a ela. A escrita, ainda, era largamente utilizada na burocracia do império, na comunicação entre as diversas províncias, no controle do tesouro, na produção dos censos, entre muitas outras práticas.
Com a expansão do império, o alfabeto latino passou a ser utilizado em diferentes regiões da Europa, Ásia e África. Grandes bibliotecas existiam em diversas cidades do império, o que facilitou o acesso a conhecimentos de outros povos, sobretudo dos gregos.
→ Escrita na China
A China foi outro lugar no qual a escrita foi desenvolvida de forma independente. Isso ocorreu por volta de 1200 a.C., durante a Dinastia Shang. Os registros mais antigos da escrita chinesa foram feitos em oráculos de casco de tartaruga e ossos de diversos animais. Perguntas ou palavras eram escritas em regiões diferentes do casco, que era então jogado no fogo. Depois de um tempo, o casco rachava ou se quebrava por causa do calor. Era então retirado do fogo e analisado pelos sacerdotes.
Um oráculo de casco de tartaruga da Dinastia Shang, um exemplo da escrita chinesa antiga.
No período dos reinos combatentes, entre os séculos V a.C. e III a.C., foi desenvolvido o conjunto de caracteres conhecido como escrita do selo, sistema que evoluiu até os sistemas utilizados atualmente na China e em boa parte do Oriente.
Muitos caracteres do sistema de escrita chinês, chamados de hanzi, correspondem a um morfema, que pode ser lido de diferentes formas, pois representa ideias. Dessa forma, pessoas de diferentes línguas, como um falante de mandarim, de coreano, e de cantonês, por exemplo, podem se comunicar por meio da escrita.
Outro lugar no qual a escrita se desenvolveu de forma independente foi na América, mais precisamente na América Central. Os olmecas utilizavam uma forma de escrita pictográfica por volta de 1000 a.C. Outras civilizações, como zapotecas e maias, aperfeiçoaram a escrita e elaboraram o que é conhecido como escrita mesoamericana.
Foram identificados seis tipos de línguas mesoamericanas, a mais utilizada foi a língua maia, que passou a ser vista em diversas cidades da Mesoamérica no século IV a.C. Muitos linguistas consideram a escrita maia como hieroglífica, pois ela utilizava caracteres que podiam representar palavras, sons e até mesmo letras.
Os maias registraram boa parte da sua história nas paredes de diversas edificações, como templos e pirâmides, em mídias feitas com casca de árvore e revestidas de gesso, e em pergaminhos. Os maias criaram também caracteres que representavam os números, inclusive um que representava o zero, sendo um dos poucos povos a realizar esse feito.
A evolução da escrita tem sido um longo processo, iniciado ainda na Pré-História e que perdura. As pinturas rupestres foram as primeiras formas de registro humano, ao menos as primeiras que chegaram aos nossos dias.
A pintura rupestre é considerada o embrião da escrita pictográfica. Um touro representado em uma parede pode ser um caractere pictográfico, mas não existia um sistema de escrita pictográfico, uma vez que não existia uma forma padronizada de escrita.
Com a descoberta da agricultura e da domesticação de animais, iniciou-se o processo de sedentarização humana e o aparecimento das primeiras cidades. As novas atividades econômicas criaram excedentes, o que permitiu o comércio. Foi justamente para registrar as transações comerciais que a escrita se originou.
Na Mesopotâmia foi criado o primeiro sistema de escrita, a escrita cuneiforme. Seu nome foi dado pelos gregos e significa “em forma de cunha”. Recebeu esse nome por causa do formato de seus caracteres, que pareciam pequenas cunhas.
Apesar disso, foram os fenícios que realizaram a grande revolução na escrita, quando desenvolveram o alfabeto. Antes, as formas de escrita existentes tinham centenas ou milhares de caracteres. Com o alfabeto, eram necessários pouco mais de 20 caracteres. O alfabeto facilitou a leitura e a escrita e passou a ser utilizado por muitos povos, inclusive foramos romanos que criaram o alfabeto latino, do qual surgiu o nosso alfabeto.
Tipos de escrita
→ Pictogramas
Um pictograma é um símbolo que representa um objeto ou um conceito. Ainda hoje utilizamos pictogramas, como nas placas de banheiro, grafadas com um desenho de distinção de gênero, e em locais relacionados à saúde, com a cruz vermelha, entre tantos outros símbolos.
Diversos povos desenvolveram pictogramas e sistemas de escrita pictográficas, como mesopotâmicos, egípcios, chineses, indianos, entre outros.
Placa de argila da Mesopotâmia de cerca de 3000 a.C., na qual é possível ver o pictograma de cevada na parte central superior.[2]
→ Escrita cuneiforme
Foram os sumérios que desenvolveram o sistema de escrita cuneiforme por volta de 3200 a.C. A escrita cuneiforme foi utilizada por quase três mil anos na Mesopotâmia e demais regiões do Crescente Fértil.
Escrita cuneiforme em tábua de argila sumeriana.
No século XIX, diversos pesquisadores conseguiram decifrar a escrita cuneiforme e grandes descobertas passaram a ser feitas sobre os antigos mesopotâmicos. Atualmente o Museu Britânico possui a maior coleção de tábuas mesopotâmicas, com mais de 130 mil delas em seu acervo. A principal coleção do museu é formada por tábuas da Biblioteca de Assurbanipal, que contêm, entre outros tesouros, a versão mais antiga do mito do dilúvio, presente na Epopeia de Gilgamesh.
→ Escrita hieroglífica
Hieróglifos são os caracteres de uma das formas mais antigas de escrita e foram utilizados no antigo Egito por mais de 3000 anos. Eles evoluíram de um sistema de escrita pictórica, que utiliza figuras para representar palavras, para um sistema complexo de escrita que mistura fonemas, pictogramas, ideogramas e determinativos.
No início os hieróglifos eram utilizados em todos os registros escritos cotidianos, como registros administrativos do Estado, de relações comerciais, entre outros.
Com o tempo, novas formas de escrita mais simples surgiram, como a hierática e a democrática, que passaram a ser utilizadas nos registros não sagrados. Os hieróglifos passaram a ser utilizados somente em templos, túmulos, no Livro dos Mortos e nas pirâmides.
Vale lembrar que os hieróglifos foram utilizados por milhares de anos. Nesse período, a língua egípcia mudou, assim como a escrita hieroglífica. Para saber mais detalhes sobre os hieróglifos, clique aqui.
→ Escrita chinesa
A escrita chinesa também evoluiu com base num sistema de escrita pictográfica. Nos primórdios da Dinastia Shang (1600 a.C.-1045 a.C.), os chineses utilizavam o Jiaguwen — a escrita pictográfica realizada em cascos de tartarugas e ossos de animais.
A escrita chinesa é uma das mais antigas ainda em uso.
A Jiaguwen evolui para a escrita do selo, que, por sua vez, evoluiu para os diversos conjuntos de caracteres utilizados atualmente. A escrita chinesa foi adotada pelo Japão, Coreia e Vietnã e influenciou a escrita de diversos países da região.
→ Glifos da América Central
Na América Central se desenvolveram alguns sistemas de escrita, dos quais apenas o maia foi decifrado pelos linguistas. Os primeiros registros da escrita maia são do século III a.C. Os caracteres da escrita maia, também chamados de glifos ou hieróglifos maias, são logogramas, representando conceitos concretos ou abstratos. Alguns glifos eram complementares, representando sílabas da língua maia.
Exemplo de glifos maias esculpidos em uma estela na Guatemala.
Geralmente a escrita maia era feita em colunas com dois caracteres, lida da esquerda para a direita e de cima para baixo.
→ Alfabeto
Ainda hoje, na época do comércio global, as empresas buscam formas de tornar o comércio mais rápido. E foi por esse mesmo motivo que os fenícios usaram como referência antigas formas de escrita e criaram o alfabeto, um sistema inovador que facilitou a alfabetização, simplificou a escrita e tornou os registros muito mais rápidos. Os antigos sistemas de escrita utilizavam centenas, às vezes milhares de caracteres, o alfabeto fenício tinha menos de 30 caracteres.
Por volta do século VIII a.C., os gregos adaptaram o alfabeto fenício para a sua língua, acrescentando as vogais, que não existiam no alfabeto anterior. Os romanos se apropriaram do alfabeto grego, modificando novamente seus caracteres, dando origem ao alfabeto latino, que deu origem ao alfabeto português.
Importância da escrita
O desenvolvimento da escrita foi uma revolução, pois ela aumentou a capacidade do ser humano de guardar informações. Antes da escrita, o humano dependia da memória para guardar e transmitir informações, boa parte do conhecimento era perdida com o passar das gerações. Com a escrita e o registro dela em tábuas de argila, as informações passaram a ser guardadas por milhares de anos.
Com a escrita, as leis passaram a ser registradas e se tornaram públicas, ampliando a cidadania. No século XVIII a.C., Hamurabi, rei da Babilônia, mandou registrar as leis babilônicas no famoso Código de Hamurabi. A escrita cuneiforme foi utilizada para o registro na pedra de basalto do código. O mesmo fizeram os gregos, como no Código de Gortina; os romanos, com as Leis das Doze Tábuas; e nós, com a Constituição.
Curiosidades sobre a história da escrita
A receita de cerveja mais antiga encontrada até hoje foi escrita em uma placa de argila, em escrita cuneiforme, há cerca de quatro mil anos. A receita mesopotâmica levava água, cevada e ervas aromáticas.
O teclado QWERTY foi desenvolvido no século XIX para máquinas de escrever e ainda hoje é o modelo adotado pelos teclados de alfabeto latino.
As teclas QWERTY eram as mais utilizadas na língua inglesa, e seu posicionamento no teclado tinha o objetivo de evitar o travamento da máquina de escrever.
O alfabeto latino utilizado pelos romanos só tinha letras maiúsculas. As letras minúsculas passaram a ser utilizadas na Idade Média.
Nas primeiras tipografias, as letras eram organizadas em caixas, e as letras maiúsculas, utilizadas com menor frequência, ficavam guardadas nas partes altas das prateleiras. Daí surgiu as expressões, muito comuns até hoje, “caixa alta”, para letras maiúsculas, e “caixa baixa”, para as letras minúsculas.
O Codex Sassoon, considerado a Bíblia hebraica mais antiga, foi vendido em 2023 por 38,1 milhões de dólares, tornando-se o manuscrito mais caro comercializado até hoje.
FISCHER, Steven Roger. História da Escrita. Editora UNESP, São Paulo, 2009.
GUARINELLO, Norberto Luiz. História antiga. Editora Contexto, São Paulo, 2013.
LÉVÊQUE, Pierre. As primeiras civilizações: da idade da pedra aos povos semitas. Edições 70, São Paulo, 2013.
PEREGALLI, Enrique. A América que os europeus encontraram. Editora Atual, São Paulo, 2019.
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
JUNIOR, Jair Messias Ferreira. "História da escrita"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/historia-da-escrita.htm. Acesso em 12 de março de 2024.
A origem da prática de tribo sul-americana de encolher a cabeça de seus inimigos
O "poder espiritual" de uma cabeça encolhida durava apenas um ano
A tribo indígena
Shuar, na região amazônica hoje pertencente a Equador e Peru, foi uma
das poucas que os conquistadores espanhóis não conseguiram subjugar
quando chegaram à América do Sul, no século 16.
Mas não é o
espírito aguerrido desses índios que desperta a curiosidade popular e
acadêmica. Os Shuar são mais conhecidos pela tradição de encolher
cabeças.
Na verdade, embora outras tribos do mundo constumassem
decapitar inimigos, os Shuar são uma das únicas comunidades do mundo que
a reduziam de tamanho.
A tribo ainda existe, mas o ritual caiu em
desuso depois de proibido pelos governos peruano e equatoriano nos anos
50 e 60, respectivamente.
Mas por que os Shuar faziam isso? E que técnica usavam para criar uma tsantsa (o nome que davam às cabeças reuduzidas).
'Vivos depois de mortos'
Um
conceito-chave para entender as motivações do Shuar é que eles
acreditam na vida depois da morte. Um inimigo morto permanecia vivo
dentro de sua cabeça. Direito de imagemNarayan k28 / WikipediaImage caption
Tsantsas podem ser encontradas em vários lugares do mundo, pois foram trocadas por objetos com europeus
Eles acreditavam que, ao decapitar e encolher a cabeça do inimigo, o vencedor se apoderava do espírito do vencido.
"A
ideia era aprisionar o espírito para evitar que se vingasse da morte do
guerreiro vencido", conta Tobias Houlton, antropólogo da Universidade
Witwatersrand, em entrevista à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol.
"O objetivo do encolhimento era escravizar o espírito, não destruí-lo".
Receita de encolhimento
Uma vez cortada a cabeça, os Shuar, retiravam a pele do crânio e depois sacavam olhos, músculos e gordura da cabeça. Direito de imagemMuseu MutterImage caption
Vedar orifícios era crucial para evitar que o espírito do guerreiro derrotado escapasse
O passo seguinte era fechar orifícios e cozinhar a
pele em água de rio em uma cabaça durante meia hora. Mas sem deixar que a
água fervesse.
"Se isso acontecesse, havia o risco de que a pele partisse e o cabelo se desprendesse", explica Houlton.
"Quando retiravam a pele da cabaça, ela já tinha encolhido a um terço de seu tamanho original".
Dali,
recolocavam a pele no crânio e montavam uma espécie de forno usando
pedras e areia quentes. O calor reduzia a cabeça a um quinto de seu
tamanho. Direito de imagemDivulgaçãoImage caption
Processo podia fazer com que cabeça encolhesse para um quinto do tamanho original
Os índios esfregavam cinzas na pele, o que dava uma
tonalidade muito mais escura, e decoravam a cabeça com uma série de
objetos, de penas a carcaças de besouros e conchas.
"Os orifícios
tinham que ficar tapados para evitar que os espíritos fugissem", explica
Anna Dhody, curadora do Museu Mütter, na Filadélfia (EUA).
As cabeças ganhavam ainda cordões, para serem usadas como talismãs.
Poder temporário
E
todo esse trabalho tinha que ser repetido a cada ano e meio ou dois,
pois os Shuaras acreditavam que os talismãs perdiam o efeito após este
período.
Os sinais de diminuição de poder do espírito podiam vir de colheitas ruins ou da queda de fertilidade das mulheres da tribo.
"Uma vez que os amuletos perdiam o poder espiritual, os Shuar perdiam todo o o interesse em conservá-las", contou Houlton.
Por isso é que as cabeças, então, eram trocadas em transações com os exploradores europeus.
O mito do El Dorado, um lugar cheio de
ouro e esmeraldas, é a típica história sem pé nem cabeça que foi se
transformando ao longo do tempo. Tudo começou em 1536, quando
uma expedição liderada pelo conquistador espanhol Gonzalo Jimenez de
Quesada avançou pela selva colombiana e travou contato com a nação
indígena muísca. Eles teriam um ritual que enlouqueceu os europeus:
quando um novo rei era eleito, os muíscas cobriam o futuro soberano com
pó de ouro – daí o nome El Dorado, “o dourado” em espanhol. O rei,
então, subia numa canoa e jogava pedras e mais pedras preciosas no meio
de um lago para agradar aos deuses e garantir um bom reinado.
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A notícia correu entre os espanhóis e, com o tempo, a lenda
foi crescendo. O que era a descrição de um ritual virou ora relato sobre
um reino, ora sobre uma cidade onde tudo era lotado de ouro e
esmeraldas, dos talheres até as ruas. Os muíscas começaram a se
fragmentar após os primeiros contatos com os colonizadores espanhóis no
século 16. Os últimos vestígios da civilização foram encontrados no
século 18.
É quase certo que nunca existiu uma cidade coberta de ouro
na América do Sul. Mas a simples possibilidade de haver algo parecido
com El Dorado mexeu com imaginação de aventureiros por quase 500 anos.
Para ter uma ideia, em pleno século 20, pelo menos três famosos
exploradores morreram buscando a cidade, muitas vezes descrita também
como o último grande refúgio do Império Inca, onde estariam guardados
vários tesouros. Desapareceram nas florestas sul-americanas no século
passado o britânico Peter Fawcett (1925), o franco-americano Serge Debru
(1970) e, mais recentemente, o norueguês Lars Hafksjold (1997).
Mas as maiores aventuras na busca por essa cidade perdida
foram protagonizadas pelos exploradores espanhóis que chegaram à América
do Sul no século 16. No mapa abaixo você confere como foram as
expedições mais incríveis dessa época e também achados recentes que
reacenderam as lendas sobre El Dorado.
PERDIDOS NA SELVA
Expedições espanholas acharam até índias guerreiras, mas nada da cidade dourada
(Sattu, Luiz Iria, Luciano Veronezi e Rodrigo Cunha/Mundo Estranho)
1. Em 1522, o espanhol Gonzalo Jimenez de
Quesada iniciou uma expedição no litoral da Colômbia que resultaria na
fundação de Bogotá. Durante a aventura, ele enriqueceu pilhando ouro e
esmeraldas e foi o primeiro a ter contato com a lenda de El Dorado 2. Quando enfrentou o Império Inca no
Equador, o capitão Sebastián de Belalcazar também ouviu de um
prisioneiro histórias sobre El Dorado. Ele desertou das tropas
espanholas em 1535 e rumou para o norte. Sua aventura terminou, sem ouro
nem glória, em Bogotá, recém-fundada por Gonzalo Quesada 3. Também partindo de Quito, outro
conquistador, Gonzalo Pizarro, resolveu “só” atravessar os Andes em
1540. Após um ano, ele já havia perdido 3 mil homens… Mais um ano depois
e ele retornou a Quito sem achar nada, numa das expedições mais
desastradas em busca do El Dorado
4. Francisco de Orellana pertencia à
expedição de Gonzalo Pizarro, mas ele e cerca de 50 homens se perderam
do grupo principal em 1541. E bota se perder nisso: navegando numa
jangada, Orellana foi parar no rio Amazonas! 5. Seguindo a corrente do enorme rio,
Orellana passou por poucas e boas. Segundo seus relatos, ele teria até
lutado contra tribos de índios lideradas por mulheres, como as temíveis
amazonas da mitologia grega. O explorador chegou ao litoral do Pará em
1542 e dali subiu até a Venezuela. Sem achar a cidade dourada, é claro 6. O mesmo Gonzalo Quesada que iniciou a
busca por El Dorado também organizou uma das últimas grandes expedições
espanholas. Em 1569, já com 60 anos de idade, ele saiu de Bogotá com
cerca de 2 mil homens rumo à selva. Voltou, três anos depois, com apenas
70 soldados e com quase toda a sua fortuna perdida…
7 coisas sobre o Egito Antigo que ainda não foram explicadas
Poucas civilizações conhecidas pela humanidade
carregam uma reputação de tanto mistério como a dos egípcios antigos. Ao
longo dos vários séculos de pesquisas e estudos, conseguimos acumular
muitas respostas sobre o Egito, mas ainda hoje, muitos mistérios
comprovam que ainda há muito a aprender sobre esse povo.
Mesmo que arqueólogos, historiadores e outros especialistas continuem
investigando as pirâmides e os mistérios do deserto, desconhecemos o
destino de muitos reis e faraós, a importância de monumentos ou o
relacionamento dos egípcios com outras civilizações da época.
Nós separamos algumas das maiores perguntas sogre os egípcios que ainda não tiveram resposta da ciência.
1 – Como Tutancâmon morreu?
O mais famoso faraó do Egito, Tutancâmon, morreu jovem de uma forma
que até hoje ninguém consegue esclarecer, apesar de algumas suspeitas.
Um grupo de pesquisadores britânicos se baseou em raios-x feitos em 1969
para afirmar que o faraó sofreu com enorme dano nas costelas e tinha
uma perna quebrada. Com isso, a equipe concluiu que o jovem rei pode ter
morrido após a colisão com uma carruagem.
De acordo com a National Geographic, existem outras possibilidades. O
dano poderia ter sido causado por algum animal feroz, como um
hipopótamo. Além disso, várias de suas costelas estão desaparecidas.
Elas poderiam ter sido destruídas no acidente, mas também removidas por
saqueadores da Segunda Guerra Mundial.
2 – Onde está o túmulo de Alexandre, o Grande?
A revista Archaeology Magazine publicou dois artigos assinados por
Robert Bianchi, em 1993 e 1995, sobre a busca pelo túmulo de Alexandre, o
Grande. No entanto, não deveria haver nenhum túmulo, já que o líder
queria ser jogado no rio Eufrates depois de sua morte. Apesar do desejo,
seus generais teriam decidido enterrá-lo em um lugar que ainda não foi
revelado.
Ele teria sido colocado em Mênfis, no Egito, mas teria sido movido
para um novo túmulo em Alexandria. Mais tarde, também em Alexandria, ele
teria sindo transferido para um outro túmulo até que o local teria sido
danificado, vandalizado ou saqueado, apagando quaisquer rastros do
corpo de Alexandre.
Em 1993, o Conselho Supremo de Antiguidades reconheceu 140 buscas
separadas pelo túmulo de Alexandre, mas nenhum deles foi capaz de
encontrar o local definitivo do corpo depois da destruição do túmulo.
3 – Qual o nome original da Esfinge?
Por séculos, pouco se soube sobre a Esfinge, mas graças aos esforços
de arqueólogos (em especial, Mark Lehner) foi possível descobrir novas
informações. Já se sabe quem ordenou sua construção (Faraó Khafre), como
ela foi construído e quanto tempo durou a obra, mas não muito mais que
isso. Um dos maiores mistérios ainda hoje é o verdeiro nome da
construção.
A palavra Esfinge veio do grego e ainda não existia quando os
egípcios construíram o monumento, mas como esse povo não escrevia a
própria história, não temos evidência de como ela era chamada. Outro
mistério envolvendo o monumento é o seu simbolismo e propósito.
4 – O que aconteceu com a rainha Nefertiti?
Além de Cleópatra, Nefertiti é frequentemente reconhecida como uma
das rainhas mais famosas do Egito. Por anos, ela governou ao lado do
faraó Aquenáton, até que simplesmente desapareceu. De acordo com os
registros históricos, não há informações sobre Nefertiti depois de 1336
AC, nem mesmo túmulos ou múmias.
Uma famosa teoria defende que ela se manteve no governo e mudou o
nome para Neferneferuaten, enquanto outra defende que ela passou a se
chamar Smenkhkare e se tornou faraó disfarçada de homem. Apesar disso,
não existe nada que possa sustentar as teorias, além do surgimento dos
nomes na história.
Em 2015, o governo do Egito anunciou que uma nova câmara havia sindo
encontrada no túmulo de Tutancâmon, incluindo o que poderia ser a cripta
de Nefertiti.
5 – Quantas câmaras existem na Grande Pirâmide de Gizé?
Por muito tempo, acreditava-se que havia três câmaras no interior da
pirâmide: uma para o rei, uma para a rainha e uma grande galeria. Em
outubro de 2016, pesquisadores utilizaram métodos de raio-x e
termografia para descobrir evidências de duas possíveis novas câmaras,
confirmando teorias anteriores.
Desde 1993, vários pequenos robôs foram colocados dentro da pirâmide e
voltaram com imagens de túneis misteriosos que ninguém ainda tinha
conhecimento. Apesar dos túneis parecerem inúteis, sugeriam que havia
mais áreas misteriosas e desconhecidas no local. Ainda hoje, não sabemos
quantas câmaras existem e quais seus verdadeiros propósitos.
6 – Quem era os Povos do Mar?
Os povos do mar são um suposto grupo de piratas e saqueadores que
navegavam pelo Mediterrâneo e tinham o Egito como um dos principais
alvos de seus ataques. Ainda que tenham sido grandes adversários dos
egípcios, não ganharam mais do simples menções em pergaminhos e
documentos daquele povo.
Governantes como Ramsés II mencionaram os Povos, mas não deram
explicações sobre quem eram ou de onde vinham. Dependendo dos relatos,
os Povos do Mar são apontados como aliados de diferentes nações, mas
também como mercenários que se uniam para conquistar várias terras. Sem
registros escritos, só podemos imaginar quem realmente eram esses Povos.
7 – Onde exatamente estava o Reino Perdido de Yam?
Em algum lugar do Egito, há mais de 4 mil anos, existia um misterioso
reino chamado de Yam. Era uma terra de riquezas mencionada, por
exemplo, em relatos no túmulo do tesoureiro Harkhuf. Mesmo com sua
importância para a época, Yam se perdeu no tempo e arqueólogos e
especialistas não fazem ideia de onde o reino ficava.
A maioria dos pesquisadores acredita que a região era acessível aos
egípcios, ao sul ou ao oeste por meio do Nilo. Mas as mesmas inscrições
encontradas no túmulo de Harkhuf dizem que a viagem de ida e volta até
Yam demorava sete anos. Com base na velocidade dos animais utilizados na
época, os especialistas acreditam que a viagem seria perigosa demais e
não permitira a vida e segurança do viajante, deixando a localização
precisa do reino ainda mais misteriosa.
Funcionários do Instituto Nicaraguense de Cultura (INC) trabalham no sitio arqueológico em Managua, , em 20 de junho de 2017
Um sítio arqueológico de 1.200 anos, com ossadas humanas e
vasos de cerâmica, foi encontrado a oeste da capital nicaraguense, onde
existia uma cemitério pré-colombiano, disseram nesta terça-feira os
pesquisadores.
O sítio foi encontrado na área onde é construído o novo Estádio
Nacional de Beisebol e contém vestígios de enterros, urnas funerárias de
cerâmica e restos humanos, segundo especialistas citados pela emissora
estatal Canal 6.
Uma ossada mostra o crânio com alguma dentição e extremidades, embora já não existam os restos correspondentes a mãos e pés.
Os materiais encontrados por operários que faziam as escavações para a
instalação elétrica da iluminação do estádio “correspondem a um
contexto funerário de 800 a 350 anos depois de Cristo”, explicou a
diretora de Arqueologia do Instituto Nicaraguense de Cultura (INC),
Ivonne Miranda.
Também encontraram objetos que datam do mesmo período nas cidades de Masaya e Granada (sudeste) e Rivas (sul), explicou.
“Isto permite compreender um pouco melhor como foi a dispersão destes
materiais em um mesmo espaço de tempo […] e tentar resgatar a
identidade cultura dos antigos povoados de Manágua”, comentou a
especialista.
A descoberta arqueológica também “serve [para saber] como era o
comportamento de nossas sociedades pré-hispânicas”, assinalou Miranda.
O estudo das urnas funerárias está a cargo do INC junto com o Centro
Arqueológico de Documentação da Universidade Nacional Autônoma da
Nicarágua e da prefeitura de Managua.
As peças arqueológicas serão levadas para o Palácio Nacional da Cultura para a análise em laboratório, segundo Miranda.
O terreno onde foi encontrado este cemitério ficou desabitado durante
muitos anos e ao seu redor está a Universidade de Engenharia e um
condomínio de militares construído na década de 1990.
Foto de 1923, do Grupo Escolar Isabel Maria das Neves, na Av. João Machado. O Grupo Escolar Isabel Maria das Neves. Foi construído na nova Avenida João machado,
que representava uma artéria de expansão da Cidade de João Pessoa no
período. Teve sua inauguração em 16 de fevereiro de 1921. Obra do
Arquiteto Italiano, Hermenegildo Di Lascio, Este foi o primeiro edifício
que atendeu a todas as prescrições exigidas para construção de grupos
escolares pelo Estado, divulgadas no Jornal O educador em 14 de novembro
de 1921. Este edifício não possui pátio central (o pátio descoberto
ficava na parte posterior do lote), nem tem planta simétricas como os
outros, apesar de apresentar simetria na sua fachada. Assim seu volume é
menos compacto. Este foi o primeiro Grupo Escolar da cidade a
apresentar alem do térreo um pavimento superior, dando-lhe um aspecto
imponente. Além de ser solto dos limites de seu grande terreno, possui
jardim amplo, com arvores e parte posterior livre para recreio.
Foto do acervo da família Sturket, texto do trabalho de Pós Graduação
em Arquitetura e Urbanismo, da senhora Maria Goldfarb de Oliveira.
Primeiros humanos chegaram na América 10 mil anos antes do que pensávamos
O momento em que os primeiros seres
humanos chegaram na América (até onde sabemos) através do Estreito de
Bering acaba de ser recuado em 10 mil anos.
Isto foi demonstrado sem sombra de
dúvida por Ariane Burke, professora do Departamento de Antropologia da
Universidade de Montreal (Canadá), junto de sua estudante de doutorado,
Lauriane Bourgeon e de Thomas Higham, diretor adjunto da Unidade de
Acelerador de Radiocarbonos da Universidade de Oxford (Reino Unido).
Os registros mais antigos da América do Norte datavam de 14 mil
anos atrás, mas de acordo com a nova estimativa, os primeiros seres
humanos já estavam aqui 10 mil anos antes disso (24 mil anos atrás),
durante o último período glacial.
Os pesquisadores fizeram sua descoberta
usando artefatos das cavernas Bluefish, localizada às margens do rio
Bluefish, na fronteira do Alasca. O local foi escavado pelo arqueólogo
Jacques Cing-Mars entre 1977 e 1987. Com base na datação por
radiocarbono dos ossos de animais, o pesquisador levantou a ousada
hipótese de que o assentamento humano na região datava de 30 mil anos
atrás.
Na ausência de outros locais de idade
similar, a hipótese Cing-Mars permaneceu controversa na comunidade
científica. Além disso, não haviam evidências de que a presença de ossos
de cavalos, mamutes e bisões nas cavernas de Bluefish tinham relação
com a atividade humana.
Para tirar as dúvidas, Bourgeon examinou
aproximadamente 36 mil fragmentos de ossos retirados do local e
preservado no Museu Canadense de História. A análise revelou vestígios
inegáveis da atividade humana em 15 ossos; cerca de outros 20 fragmentos
mostraram prováveis vestígios do mesmo tipo de atividade.
“Séries de linhas retas em forma de V na
superfície dos ossos foram feitas por ferramentas de pedra usadas para
remover pele de animais”, disse Burke. “Indiscutivelmente, estas marcas
de corte foram criadas por humanos. Nossa descoberta confirma as
análises anteriores e demonstra que este é o mais antigo assentamento
humano conhecido no Canadá.”
Bourgeon submeteu os ossos a datação de
radiocarbono. O fragmento mais antigo, uma mandíbula de cavalo mostrando
marcas de uma ferramenta de pedra aparentemente usada para remover a
língua, foi datado como pertencente a um período entre 23.000 e 24.000
anos atrás.
A Tabuleta do dilúvio - Épico de Gilgamesh. Museu Britânico de Londres. ✅para receber mais posts, curta a nossa página Aprenda História✅
Essa é a Tabuleta do dilúvio, é assim chamada porque seu conteúdo trata de uma história muito semelhante à da Arca de Noé. Feita há cerca de 2.600 anos, foi descoberta no norte do que é agora o Iraque moderno. A escrita cuneiforme é uma da primeiras formas de escrita da humanidade. Um assistente do museu, chamado George Smith, foi o primeiro que a traduziu em 1872.
Segundo contam, ao perceber que o conteúdo se assemelhava com o do
texto da Arca de Noé, ele "saltou e correu pela sala em estado de
excitação e, para o espanto dos presentes, começou a se despir.
Essa tabuleta fazia parte da famosa Biblioteca de Ashurbanipal - que era
uma tentativa do rei neo-assírio de colecionar todo o conhecimento no
mundo